
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
TEATRO DE BRINQUEDO estréia novo espetáculo: O FANTÁSTICO MISTÉRIO DE FEIURINHA

quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Cia Arte Negus Apresenta: CAQUILHOS DE MUNCHAUSEN

Projeto TEATRO DE LETRINHAS do SESC Arsenal e CIA ARTE NEGUS Orgulhosamente apresentam
Espetáculo CAQUILHOS DE MUNCHAUSEN
SINOPSE:
O Barão de Munchausen reúne pessoas em sua sala a cada 100 anos para contar suas aventuras. A maior parte das pessoas adora ouvi-lo, mas duvidam que as palavras que saem de sua boca sejam verdadeiras. Uma dessas pessoas é sua fiel empregada Russa, que já está cansada de ouvir esse papo de que as aventuras dele sejam verdade. Mas será que tudo o que ele diz é mentira mesmo? Será que não faz bem imaginar um pouco e apimentar cada um suas próprias histórias? Até quando faz bem sonhar? E não sonhar, faz bem?
Toda história tem uma parte mentira, uma parte verdade. Todo contador que parte, deixa saudade.
Quando? Domingo - 08 de agosto do ano cristão de 2010
Onde? - Salão Social do SESC Arsenal
Quanto? - Um litro de leite longa vida!
FICHA TÉCNICA:
Texto e Direção - Cia Arte Negus
Atores/palhaços - Elaine Guarani e Augusto Figliaggi
Iluminador - Umberto Lima
Trilha Sonora e sonoplastia - Estela Ceregatti
Figurino - Milton
terça-feira, 10 de março de 2009
Sinuca de Bico

Pense em quatro caras-de-pau dispostos a fazer uma platéia rir. Os quatro obedecem a um quinto cara-de-pau munido de uma buzina de palhaço. As ordens vão de se virar para improvisar cenas até a enfrentar pessoas da platéia em jogos de palavras.
Muito humor e improvisação, essa é a proposta do Sinuca de Bico, projeto promovido pela Cia Arte Negus, que pretende colocar diferentes artistas a cada edição para se enfrentarem em jogos de improviso.
A estréia aconteceu no último dia 05, no Conexão Cultura, com as participações de Vini Mania, Caio Matoso, Maurício Ricardo e Umberto Lima.
Marque na sua agenda, a próxima apresentação será no dia 19 de março.
Serviço:19 de março de 2009 - No CONEXÃO CULTURA - Rua São Francisco, 62 E, Baú.
10 pilas a entrada inteira, 5 pilas a meia entrada...Ah, levem uns trocados para a cerva e aperitivos, pois isso rola solto lá!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Perguntas

Dentro de um trabalho de grupo, experiências diversas se compõem. Cada indivíduo, com sua bagagem de vida, influenciando e sendo influenciado, transforma o resultado da obra em uma composição coletiva costurada por linhas aglutinadoras. O desafio deste processo passa pela revisão da figura do diretor e a aceitação da liberdade de expressão do ator, o qual passa a ser o criador de sua própria arte. A liberdade é válida quando se sabe o que fazer com ela, cada um pode experimentar à sua maneira, improvisar sem uma indicação impositiva, o ator, acostumado a ser mero receptáculo das concepções do autor e diretor, é estimulado agora a ser agente criador de suas próprias concepções.
Você é [...] um conjunto de velocidades e lentidões entre partículas não formadas, um conjunto de afectos não subjetivados. Você tem a individualização de um dia, de uma estação, de um ano de vida (independente da duração); de um clima, de um vento, de uma neblina, de um enxame, de uma matilha (independente da regularidade). Ou pelo menos você pode tê-la, pode consegui-la (Deleuze & Guattari, 1997, p. 49).
O que estaria por trás de um processo que se pauta nessa nova perspectiva contemporânea? Como se dá o método colaborativo? Como a relação de um trabalho em grupo, com seus pensamentos diversos, é composto e se contrapõe na hora da construção do espetáculo? O que está por trás de um processo de construção de um espetáculo? Quais são seus experimentos, seus exercícios, sua metodologia de trabalho? Qual o papel das teorias clássicas, das formas clássicas e, principalmente, qual papel o texto dramatúrgico assume nas pesquisas pós-dramáticas?
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Impostos da produção cultural
A Cia Pessoal de Teatro manda o seguinte recado:
O movimento "Rede Brasileira de Teatro de Rua", está arrecadando assinaturas para uma carta que será enviada para a Funarte, contra o aumento dos impostos da Produção Cultural.
Segue abaixo a notícia:
"Produtoras cinematográficas estão preparando um abaixo assinado para tentar reverter uma mudança fiscal imposta pela Lei Complementar 128, de 19 de dezembro de 2008. A lei, publicada no Diário Oficial da União do dia 22 de dezembro, migrou as empresas de produção cinematográfica e de artes cênicas, assim como as de produção cultural e artística, para outra tabela de tributação. Estas empresas, desde julhode 2007, se beneficiavam do Simples Nacional. Com a mudança, passam a reter 17,52% em impostos a partir de janeiro de 2009, ao invés dos 7% que recolhiam.
O Congresso Brasileiro de Cinema diz que está se mobilizando para reverter a situação. Para a associação, trata-se de "um golpe do governo sem precedentes no meio audiovisual, principalmente num momento em que a crise mundial aponta para uma forte recessão e corte de postos de trabalho em tantos outros setores".
A Carta abaixo foi escrita coletivamente pelos intergrantes da Rede que será enviada a Funarte, relativo ao Decreto 128 (aumentando a tributação da cultura), já foi assinada por inúmeros representantes dos estados, não só do segmento cênicao. Quem quiser assinar, coloque o nome do seu grupo ou movimento e os nomes dos integrantes. Estaremos recolhendo e reenviando para a RBTR.
Grande abraço,
Tatiana Horevicht
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À Funarte
Enviam - lhe esta mensagem grupos e artistas cênicos de 21 estados do Brasil que se manifestam contrários à Lei Complementar número 128, publicada no Diário Oficial da União em 22 de dezembro de 2008.
Atuamos em ruas, praças, escolas e espaços alternativos com a nossa arte pública. Somos artistas-cidadãos que ao longo dos anos viemos nos expressando, reunindo saberes e nos organizando para o exercício pleno do nosso direito ao trabalho, à manifestação simbólica e à construção da identidade do povo brasileiro. Como trabalhadores e trabalhadoras da cultura, reafirmamos a nossa caminhada junto a várias lutas pela justiça, pelos direitos humanos e pela democracia. Celebramos as nossas histórias, músicas e personagens no contato direto com o público de diferentes realidades sociais, culturais e econômicas em todos os municípios do país.
Estamos articulados, mobilizados e organizados através da Rede Brasileira de Teatro de Rua criada em março de 2007, em Salvador/BA,composta por 1.225 grupos e/ou artistas-trabalhadores que é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os artistas-trabalhadores e grupos pertencentes a ela são seus articuladores que ampliam e capilarizam, cada vez mais, suas ações e pensamentos. Nosso trabalho é feito de formas diversas: grupos, produtoras, artistas sócios, associações, cooperativas, núcleos familiares, entre outras. Nossas diferentes formas de trabalho têm como principio comum garatir o direito ao acesso aos bens culturais a todos os cidadãos brasileiros, a produção, difusão, formação, registro, circulação e manutenção de grupos e fazedores de arte, construindo assim um país mais justo e igualitário.
Nesta perspectiva solicitamos a revisão da Lei Complementar número 128 que
aumenta a taxa tributária sobre a nossa atividade profissional. Esta medida onera nossa condição de trabalho, cria empecilhos para nossa formalização, intervém em toda a dinâmica da nossa produção, diminui os recursos já escassos para o nosso setor, restringe o acesso a bens culturais e contradiz as diretrizes apontadas pelo Plano Nacional de Cultura.
Reiteramos nossa posição a favor do diálogo e da construção participativa de
políticas públicas integradas que contemplem as diferentes formas de
produção artística.
30 de janeiro de 2009.
Articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua
Teatro Terceira Margem - Cristiano Pena e Junia Bessa (MG)
Grupo Off-Sina - Richard Riguetti e Lilian Moraes (RJ)
Companhia Folgazões de Artes Cênicas Wyller Villaças (ES)
Teatro Kabana - Mauro Xavier (MG)Gueto Poético - Kuka Matos (BA)
Teatro Ruante - São PauloBuraco d`Oráculo - São PauloLicko Turle - (RJ)
Centro Volante de Assessoria Teatral - Júnio Santos, Jôsy Dantas e Pedro Vinicius - (RN e CE)
Grupo Z de Teatro - Fernando Marques, Carla van den Bergen, Daniel Boone, Alexsandra Bertoli (ES)
Leo Carnevale - Palhaço Xodó(RJ)
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A Confraria apoia essa causa.
Quem também deseja participar do abaixo assinado, entre em contato com a Cia Pessoal:
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Espaços
Mas na verdade, a partir do século XVII, tudo acontece como se o palco italiano fosse tido como uma espécie de realização plena, uma fórmula sem dúvida suscetível de melhorias técnicas, mas perfeita quanto ao princípio e, como que inerente à própria natureza do teatro. Lembrar que o teatro à italiana é, de toda a evidência, um fenômeno histórico equivale implicitamente a constatar que ele é relativo e revogável. Pág. 81
ROUBINE, Jean-Jacques. A linguagem da encenação teatral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.
Confraria teatrando no Largo da Ordem, centro histórico de Curitiba.
Diversas questões permeiam a escolha por um espaço de apresentação alternativo: a questão ideológica, quando o grupo decide democratizar a arte levando-a para o povo onde quer que ele esteja; a questão estética, quando se reconhece que o tradicional teatro italiano não se adequa às exigências de um determinado espetáculo; a questão financeira, quando se descobre as dificuldades de reserva e locação dos teatros tradicionais, etc.
Ônibus, praça, quadra esportiva, piscina, apartamento, galpão... qualquer lugar é lugar pra se fazer teatro.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A música no jogo do ator

A música no jogo do ator
Béatrice Picon-Vallin
"Eu trabalho dez vezes mais facilmente com um ator que ama a música. É preciso habituar os atores à música desde a escola. Todos ficam contentes quando se utiliza uma música "para a atmosfera", mas raros são os que compreendem que a música é o melhor organizador do tempo em um espetáculo. O jogo do ator é, para falar de maneira figurada, seu duelo com o tempo. E aqui, a música é sua melhor aliada. Ela pode não ser ouvida, mas deve se fazer sentir. Sonho com um espetáculo ensaiado sobre uma música e representado sem música. Sem ela, - e com ela: pois o espetáculo, seus ritmos serão organizados de acordo com suas leis e cada intérprete a carregará em si" (1).
In Le jeu de l'actor chez Meyerhold et Vakhtangov, Laboratoires d'études theatrales de l'Université de Haute Bretagne, Études & Documents, T. III, Paris, 1989. Tradução de Roberto Mallet.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Núcleo de Pesquisa em Artes Cênicas

Aqui um registro dos participantes durante um exercício onde todos percorreram um trajeto que foi da sala de exposições do MISC no 1º piso até a rua lateral do museu. Detalhe: todos de olhos fechados!

Para conferir mais fotos, acesse a nova página do núcleo na internet: http://nucleodepesquisamt.ning.com/
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Núcleo de Pesquisa em Artes Cênicas
O workshop marcou o início dos trabalhos do Núcleo de Produção e Pesquisas, um projeto que prevê um intercâmbio com diretores de outros estados visando desenvolver um trabalho cênico a partir de uma pesquisa coletiva.
As meninas da Cia. Pessoal, Juliana Capilé e Tatiana Horevicht, são as responsáveis pela iniciativa do núcleo que pretende ser um espaço democrático para a discussão dos processos criativos da cena contemporânea.
Saiba mais sobre o projeto:
http://groups.google.com.br/group/nucleo-de-pesquisa?hl=pt-BR
jucapile@gmail.com
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Sobre defensores e indefensáveis
Chamo atenção para a palavra “defesa” empregada na definição acima. Para mim sempre foi claro que o principal trabalho das entidades sindicais era relacionado à defesa dos interesses de seus representados. No entanto, o que se vê em relação ao Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de Mato Grosso – SATED/MT é um pouco diferente. Neste caso, o que se observa com freqüência é o presidente do SATED/MT, Nestor Defletas, tendo que se defender de acusações e reivindicações feitas pelos próprios artistas da classe.
Lembro-me bem que em 2003, época em que eu fazia a transição do teatro amador para o mercado profissional, participei de encontros com diversas companhias de teatro que se mostravam insatisfeitas com a atuação do SATED/MT. As queixas, à época, diziam respeito à cobrança abusiva de taxas dos amadores, às ameaças de embargo de espetáculos e ao fato de que o dinheiro arrecadado pelo sindicato não retornava à classe em forma de benefícios como cursos de reciclagem e oficinas. Muito foi discutido e o assunto até chegou à imprensa, mas aos poucos o burburinho diminuiu. Desanimamos ao perceber o tamanho da burocracia que teríamos de enfrentar para eleger um novo representante no sindicato.
Mesmo não tendo nossas demandas atendidas naquele ano, eu e meus colegas seguimos em frente e acabamos por nos acostumar a trabalhar sem qualquer apoio do sindicato. Hoje podemos nos orgulhar por termos crescido bastante enquanto artistas e empreendedores. A cena cultural da cidade desenvolveu-se de lá pra cá com novos cursos, novas companhias e novos fóruns de debate que se abriram para nós. O Movimento de Teatro, fórum criado por artistas de teatro, por exemplo, destacou-se por ações como a criação da Mostra Curto-Circuito de Teatro e a participação direta na elaboração do mais novo Edital da Lei Municipal de Cultura de Cuiabá.
Porém, entre avanços e novos desafios, a questão da representatividade do nosso sindicato continuou pairando sobre nós. Dispostos a retomar o debate com a entidade, convidamos este ano Nestor Defletas a se reunir com a classe para discutir sobre a criação de uma tabela de preços para a categoria. Ele se dispôs a marcar uma reunião com o Movimento de Teatro, que logo tratou de definir a data, o horário, o local e convocou os interessados. Para nossa surpresa, quando tudo parecia acertado, dois dias antes da reunião, Nestor resolveu recuar do convite alegando que não havia sido comunicado de que se tratava de uma reunião do Movimento de Teatro e que dessa forma ficariam suprimidas a plenária da categoria e a pauta antes proposta.
Gostaria de dizer que fomos surpreendidos pelo ato cínico e desrespeitoso escolhido pelo nosso “representante” para fugir do debate, mas a verdade é que esse tipo de comportamento defensivo tem sido uma constante no trabalho de Nestor. Resta-nos, novamente como há cinco anos, dar continuidade aos nossos trabalhos sem a perspectiva de qualquer apoio do SATED/MT. Certamente estamos frustrados, mas nós artistas não esmoreceremos diante dessa resistência. Até porque, verdade seja dita, se por um lado o SATED/MT não nos representa de fato, por outro lado ele tem o mérito de provocar a união dos artistas. Digo isto, pois artistas de idades, estilos, linguagens e métodos variados fazem uníssono quando o assunto é a defesa dos interesses da classe contra as contradições e burocracias do nosso querido sindicato.
A atuação do próprio Movimento de Teatro e a criação da Cooperativa de Comunicação, Cultura e Arte – COCCAR são alguns sintomas de que a classe não está esperando de braços cruzados que as coisas melhorem sozinhas. A abertura de cooperativas, fóruns, associações, coletivos etc., sinaliza a busca da classe por mecanismos diversos de representação. Felizmente, o artista de artes cênicas de Cuiabá pode vislumbrar hoje um horizonte mais amplo de entidades abertas ao diálogo e comprometidas com o desenvolvimento do nosso mercado de trabalho. Diante dessa conjuntura não é de se admirar que muitos profissionais recusem-se a pagar as mensalidades do SATED/MT por entenderem que não há vantagem nenhuma na sindicalização.
É claro que os avanços são lentos e os percalços muitos, mas pela defesa de interesses coletivos e legítimos todo trabalho vale a pena. Com esse pensamento continuaremos avançando, sempre prontos para nos defender de quem quer que esteja atrapalhando o desenvolvimento de nosso trabalho, mesmo que isso signifique fazer oposição à entidade que deveria estar ao nosso lado nos auxiliando na defesa de nossas causas.
Talita Figueiredo
sexta-feira, 13 de junho de 2008
NEM VEM QUE NÃO TEM
Veja mais fotos como esta em Movimento de Teatro - Mato Grosso
A INCRÍVEL HISTÓRIA DO HOMEM QUE SÓ QUERIA SER HONESTO.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Confraria dos Atores no Curto Circuito
Confrades em concentração antes da apresentação na Mostra Curto Circuito.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
ATENÇÃO, ATENÇÃO!!! O TEATRO ESTÁ CHEGANDO

É a Mostra Curto-Circuito.
Projeto que nasceu da integração e interlocução entre as principais companhias teatrais de Cuiabá e hoje denominada Movimento de Teatro, cujo objetivo principal é descentralizar e facilitar o acesso de comunidades ao produto artístico, promovendo consequentemente, o surgimento de novos espectadores e estimulando a fruição e surgimento de uma nova safra de profissionais das artes cênicas.
Essa é a oportunidade de assistir a primeira ação promovida pela Cooperativa de Comunicação Cultura e Arte e que, como o próprio nome diz, irá gerar uma descarga de energia da melhor qualidade. A ação conta com a parceria da Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Cultura, que enxergou rapidamente a força de um novo movimento de profissionais mais conscientes e amadurecidos em prol de uma cultura mais rica, diversa e acima de tudo, consciente de seu papel perante a sociedade.
Através da Mostra Curto-Circuito, a população verá o que de melhor tem sido produzido na região quando o assunto é teatro. Atores, comediantes, mímicos e artistas circenses, se apresentarão em uma diversidade de lugares durante o mês de Abril, promovendo uma verdadeira festa para o povo cuiabano e o que é melhor, em uma ação totalmente aberta, que contará com uma nova forma de conscientização e valoração do trabalho artístico, denominado como – pós-pago – ou seja, a população determina quanto vale o espetáculo e poderá contribuir, ao final, com aquilo que achar merecido.
A Mostra Curto-Circuito de Teatro é uma homenagem a Cuiabá e a todos aqueles que aqui nasceram ou escolheram esta terra como sua.
Que comece o espetáculo!!!
segunda-feira, 10 de março de 2008
Sarau de Lançamento - Movimento de Teatro

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Cia Pessoal Lança Site e Oficina de Dramaturgia

Já com 5 anos dessa nova formação a Cia. Pessoal de Teatro, sendo a sua primeira montagem o espetáculo instigador Primeira Pele, que abriu caminhos para a trupe, pesquisa o olhar pessoal do espectador, teorias da cena contemporânea e antropologia, buscando fundir várias correntes e segmentos artísticos. Isso demonstra a maturidade, segurança e qualidade de uma companhia que busca a sua essencialidade artística, mas é aberta a interferências do meio, resultando daí uma vivência criativa importantíssima para qualquer ator, pois nesse mundo globalizado ou você é diferente ou você é só mais um. Destaco daí também a força de trabalho, a originalidade, a garra e o desempenho dessas meninas em desenvolver no estado um mercado cultural maduro e profissional.
“Cada espetáculo é um desafio diferente que nos faz experimentar o que ainda não provamos. O mote central do grupo é a procura do pessoalismo no teatro; a expressão pessoal de um indivíduo ou de uma cultura. A pesquisa de histórias que retratem o caleidoscópio das visões humanas pessoais construiu um repertório com montagens que variam entre tragédias gregas e teatro contemporâneo, trabalhando, na maioria das vezes, com dramaturgia própria, seja em adaptações ou textos inéditos. Procurando sempre a versatilidade, nós já experimentamos diversos espaços cênicos entre jardins, casarões, galpões e palcos. Reunindo profissionais com mais de 15 anos de estudos teatrais, já estivemos sediados em Curitiba, Belo Horizonte e Ouro Preto. Agora estamos trabalhando em Cuiabá, desenvolvendo um trabalho de pesquisa e fomento das artes cênicas” Fonte: (http://ciapessoal.sbol.com.br)
E é com toda essa experiência que a Companhia lança o curso DRAMATURGIA PESSOAL – HISTÓRIA DE VIDA. Uma grande chance de entender um pouco mais o processo criativo da companhia e trabalhar com a construção de textos teatrais. Quem se interessa por essa via das artes cênicas não pode perder essa grande oportunidade de aumentar seus conhecimentos e de usar de sua criatividade para construir obras textuais de qualidade. Inicio: 11/03 (terça-feira) no Misc. Os encontros serão uma vez por semana. As inscrições já estão abertas no local.
Aproveitando a descoberta do Ning, elas construíram um espaço virtual da companhia, um grande ponto de encontro dos amigos, fãs e interessados no trabalho da Cia Pessoal.
Então não deixe de acessar e cadastrar:
www.pessoaldearte.ning.com
Acesse também:
ciapessoal.sbol.com.br
Cia. Pessoal faz parte do Movimento de Teatro
www.movimentodeteatro.ning.com
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
O DESCASO PELA ARTE

por Almandrade em Cultura e Mercado
(...)
A arte, burocraticamente falando, é mais uma imagem carente de sentido que divulga um certo prestígio social e econômico, e menos um meio de conhecimento indispensável para o homem contemplar o mundo. Se a obra de arte é expressão de uma sociedade, testemunho de um tempo, de um estágio de conhecimento, renunciar à sua inteligibilidade é renunciar à História.
A política, por sua vez, apropriou-se da cultura e fez dela um verniz para animar ou dar um polimento ao discurso político. A arte perdeu sua inocência, ela agora é objeto do mercado, do Estado e de outras instituições que desconhecem seus mecanismos de produção e sua História. Se os partidos políticos que falam de cultura em seus programas de campanha querem fazer alguma coisa pela cultura, não deveriam fazer coisa alguma, mas, sim, devolver aos intelectuais, aos artistas, a quem trabalha diretamente com a cultura, o poder de decisão e o comando do processo cultural. É preciso devolver à arte seu território perdido.
Quem atualmente exerce o poder sobre o destino dos bens culturais, trabalha, direta ou indiretamente para o mercado, ou é burocrata de carreira que pouco entende das linguagens artísticas e suas leituras. Acabam desprezando os seus valores à serviço do senso comum. Muitas instituições que lidam com a arte, sem recursos econômicos e sem um corpo técnico ligado à área, perderam a importância e a autonomia, quando não são agências de eventos irregulares sem um projeto definido. A mídia dominou a cultura e o artista deixou de lado a indagação da linguagem da arte, abandonou a solidão do atelier, para se tornar um personagem público do teatro social. E a proliferação de um produto designado como arte e do discurso estético, sem a arte, pode significar o desaparecimento da própria arte.
Almandrade é artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano, poeta e professor de teoria da arte das oficinas de arte do Museu de Arte Moderna da Bahia
Leia na Integra em:
http://www.culturaemercado.com.br/setor.php?setor=3
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
O PERFORMER ESSENCIAL

Por Denise Stoklos
No teatro essencial não há personagens. Há "persona", há "in-corporamento" das opções do próprio performer, à vista do público, na atualidade de sua performance.
O gesto do performer corresponde a que ênfase deseja imprimir para distanciar-se do convite primordial dos corpos que é descansar na inércia, cair ao solo, juntar-se com a terra, parar.
Nenhum gesto significará nada em si mesmo. A leitura será sobre a atitude do ator em relação a suas decisões sobre onde colocar seu corpo fora da força gravitacional que exige o não-gesto, a não-ação.
Uma expressão que simbolize convencionalmente um signo não é um fim para o performer essencial, pois na sua cena seu material é como ele realiza a expressão e não a evocação em si dela.
Quanta energia ele impõe a seu corpo, que partes de seu corpo são requisitadas para a execução daquele movimento: isso será sua mensagem.
O performer essencial será sempre político. Não importa a ele nada que na finalidade não signifique possibilidade de convite a questionamento, reflexão, ação e transformação.
Tudo que ele traga à cena será para a elaboração de uma opção. Ele será indignado, pois todos os temas escolhidos lhe sugerem algo imperfeito. Algo que lhe requisita participação. E no palco ele está para apresentar sua questão de ordem.
A estratégia aqui do performer é não ter estratégia. Diferente do ficcionista que segue uma linha pré-desenhada, ele foge de uma linha pré-desenhada, ele busca o tônus da cena no seu ego, no seu âmago. Melhor dizendo seu próprio tônus é a cena.
O performer essencial pode ter como texto uma lista telefônica. Sua recitação de nomes, endereços e números conterá a musicalidade de suas intenções que uma coreografia pode indicar. Da mesma forma, o performer essencial pode trilhar uma coreografia qualquer dizendo um texto em que sua presença esteja focada, aplicada, ocupada.
(...)
http://denisestoklos.uol.com.br/
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
O VAZIO ASSUSTADOR
'Um corpo destreinado é como instrumento desafinado, em cuja caixa de ressonância há uma barulheira confusa e dissonante de ruídos inúteis, impedindo a audição da verdadeira melodia. Quando o instrumento do ator, seu corpo, é afinado pelos exercícios, desaparecem as tensões e os hábitos desnecessários. Ele fica pronto para abrir-se às ilimitadas possibilidades do vazio. Mas há um preço a pagar: diante desse vazio desconhecido surge, naturalmente, o medo. Até mesmo um ator de larga experiência, sempre vai retomar seu trabalho, quando se vê na borda do tapete sente esse medo de voltar - medo do vazio dentro de si mesmo e do vazio dentro do espaço. (...) Sentar-se imóvel ou ficar quieto já requer muita coragem. A maioria das manifestações exageradas ou desnecessárias provêm do pavor de não estarmos realmente presentes se não avisarmos o tempo todo, de qualquer jeito, que de fato existimos. (...) É importante que todos os atores reconheçam e identifiquem tais obstáculos, que neste caso são naturais e legítimos. (...) Quando atua bem, não é porque elaborou previamente uma composição mental, mas porque criou um vazio livre de pânico dentro de si.'
Peter Brook - A Porta Aberta
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Um Novo Ano - Uma Nova Forma

Este ano começa com um novo pensamento: a organização. Por diversas vezes esbarramos em dificuldades, em mediocridades, em mesquinharias, em estrelismos. No cenário teatral cuiabano e mato-grossense o que sempre se via eram companhias isoladas, trabalhando a sua arte de maneira sacrificada pela falta de apoio, incentivo e, o que é pior, falta de companheirismo de outras companhias. Elas não se comunicavam, não trocavam, não debatiam, não se conheciam.
Esse cenário começa a mudar. O final de 2007 foi marcado pela mudança de posturas, pela consciência da necessidade da articulação, da organização, do fazer junto. Teatreiros de toda a cidade, sejam eles com vários anos de caminhada, sejam aqueles que estão começando agora, sejam aqueles que usam de sua arte a fonte de renda de seu sustento, sejam aqueles que usam a arte para aprender, distrair e se formar, todos unidos para formalização de um alicerce sustentável e profissional de teatro do estado.
Esse novo ano experimentará uma nova forma de fazer teatro. Um fazer compartilhado, unido, coeso e principalmente forte. Pois a máxima já batida é válida e existe mesmo: a união faz a força. O curto-circuito já começa a ser um fato concreto. O Curto-Circuito é um projeto que foi construído coletivamente, cada companhia, cada produtor independente, cada célula do movimento contribuindo e pensando. E esse projeto não será o único, virão seminários, intercâmbios, oficinas, debates, bares, comunhão.
E como atingir as outras cidades, como se relacionar com a distância? E é para sanar um pouco essa dificuldade que a Internet entra no jogo.O www.movimentodeteatro.ning.com deverá ser um ponto de encontro, um caminho, uma forma de conseguirmos interagir, por isso cada pessoa que hoje está no movimento deverá ser um propagador. Divulgue o Movimento, conte, espalhe... Queremos ver esse espaço cheio de discussões calorosas, de trocas, de notícias de cada companhia, divulgue o seu trabalho, poste fotos, vídeos, faça o grupo da sua companhia... enfim vamos tomar conta do espaço.
Desejo então, e tenho certeza da sua realização, que 2008 seja o ano do teatro em Mato Grosso. Felicidades a todos. E vamos trabalhar.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
TEATREIROS CONECTADOS

Desde o segundo semestre de 2007, atores, diretores e produtores de Teatro de Cuiabá e Várzea Grande vêm realizando reuniões periódicas para debater a situação do mercado teatral. Assim, surgiu o Movimento de Teatro que articula esses profissionais em torno do fomento e difusão das artes cênicas. As reuniões do Movimento propiciaram, em primeira instância, o intercâmbio de idéias e conceitos acerca das políticas culturais e a necessidade latente de organização por parte do segmento teatral fez com que os profissionais se unissem para pensar e elaborar ações que viessem ao encontro de suas reais necessidades.
Assim surgiu o primeiro projeto encabeçado pelo Movimento, a Mostra Curto Circuito de Teatro, que objetiva, entre outras coisas, a formação, inclusão e potencialização de um novo público consumidor de bens culturais, justamente aquele público que ainda se encontra à margem dos processos culturais mais elaborados. Assim o projeto tem como diferencial ser uma mostra teatral para pessoas de baixa renda. Pretende proporcionar uma aproximação e maior estreitamento de laços entre artistas e comunidades, acarretando conseqüentemente, o desenvolvimento de potencialidades sociais e artísticas e fomentando a discussão sobre o fazer teatral e a realidade sócio-econômica e cultural nessas comunidades.
Espera-se ainda que a união do setor proporcione o planejamento e execução de ações conjuntas que resultem no desenvolvimento e expansão de um mercado profissional de teatro. Dessa forma, através da mostra, ao incentivar a produção local, o projeto divulga o trabalho das companhias e fazedores de teatro da região. A idéia é que Cuiabá e Várzea Grande vejam o teatro produzido aqui e, a partir disso, o Movimento de Teatro tenha condições de sistematizar uma agenda anual de espetáculos criando oportunidades de trabalho e geração de renda para as companhias e demais profissionais.
Nesses quatro meses de reuniões sistemáticas, o Movimento de Teatro conseguiu reunir número expressivo de companhias teatrais, amadoras e profissionais, que atuam nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Através do Curto-Circuito de Teatro espera-se ainda, um maior intercâmbio entre as companhias de teatro, produtores e demais profissionais, para a troca de conhecimentos e experiências, proporcionando assim, um maior valor agregado ao projeto e vantagens tanto para a classe artística como para a comunidade.
Conheça a Página da Rede de Contatos do Movimento de Teatro:
http://www.movimentodeteatro.ning.com/
Se você faz teatro, pensa teatro, se interessa por teatro cadastre-se:
CADASTRE-SE
