sexta-feira, 30 de julho de 2010

Cabeça Ativa - Manifesto contra Hierarquização: A redefinição dos novos criadores




Olá meus amigos teatrantes...

Esse mês o Jan Moura estará participando do projeto Cabeça-Ativa. Proposta muito bacana do SESC de levar as nossas terças a noite um pouco de discussão, conversa e troca de informações. Quem não conhece ainda, vale muito a pena. Passaram por lá a Yandra, falando de dramaturgia, Maira, falando de aspectos medievais na obra de Suasssuna, a cia Arte Negus, Elaine e Augusto, falando da figura cômica do palhaço.

A proposta agora é levar um pouco da discussão atual sobre os processos de criação pautados na coletividade: sejam eles colaborativos, coletivos, ou outras formas de criar horizontalmente. Como foram algumas experiências, em especial a experiência da Cia Vertigem, através da pesquisa do Antônio Araújo.

Abaixo mais informações,

então esperamos todos vocês, nas próximas terças-feiras de agosto, às 19h no Banco de Textos do SESC Arsenal, a entrada é franca.


MANIFESTO CONTRA HIERARQUIZAÇÃO: A REDEFINIÇÃO DOS NOVOS CRIADORES
Propostas para provação:

O que teria sobrado das funções de direção, atuação, iluminação, sonorização etc, antes específicas e especializadas e agora diluídas ou revistas nos processos de criação coletivos ou colaborativos? A proposta para este encontro é traçar um apanhado histórico das escolhas estéticas de algumas companhias e coletivos de teatro. A partir das teorias de Bernard Dort, sobre a representação emancipada, articulando com as concepções de Mikhail Bakhtin sobre polifonia, conceitos e experiências sobre processo colaborativo sistematizado por Antônio Araújo e conceitos de Deleuze e Guattari, buscaremos mostrar como essa mudança nas formas de criação forçaram uma revisão dessas funções, fazendo uma leitura sobre essa nova configuração estética e sobre o novo perfil exigido desses agentes numa construção compartilhada e polifônica.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ensaio Aberto: Rusga






A Confraria dos Atores apresenta seu novo processo de criação. Rusga é um experimento cênico baseado no episódio histórico de mesmo nome, que teve como palco a Cuiabá de 30 de maio de 1834. Ao cair da noite, parte da elite cuiabana, desejosa de poder, promoveu uma matança contra seus inimigos, a elite de ascendência portuguesa, chamada pejorativamente de “bicudos”. Rusga significa briga, ruptura, mas para Cuiabá esta palavra também é sinônimo de uma herança política marcada por manipulações e abusos de autoridade. Uma disputa de poder e riquezas, manifestação extrema de xenofobia sob o pretexto de ideais patrióticos.

Neste trabalho, a companhia procura apresentar imagens e sensações desse dia tenebroso sob a ótica de diversos personagens envolvidos direta ou indiretamente com o evento criando

uma trama rizomática. Os personagens, de forma embaralhada e entrelaçada, mostram-se alterados de forma irreversível pelos acontecimentos que permeiam a Rusga. Utilizando o processo de criação coletiva, esta pesquisa surgiu da inquietação da Confraria dos Atores por uma dramaturgia própria que dialogasse com a história de nossa cidade.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

RUAS ABERTAS - TEATRO DO CONCRETO (DF) E CONFRARIA DOS ATORES (MT)


Veja mais fotos como esta em Movimento de Teatro - Mato Grosso


Fotos: Isa Sousa / Pedro Brites

Uma mulher grita "Eu te amo!" para alguém que deve estar do outro lado da rua.

Um homem tem uma discussão acalorada com uma berinjela.

Várias pessoas abraçam o invisível.

Estas foram algumas das imagens que os cuiabanos tiveram nos dias 21 e 22 nos entornos da Praça Ipiranga em plena hora do rush.

Confraria e Concreto nas ruas.

Confraria dos Atores, amigos e Teatro do Concreto (DF) - Chapada dos Guimarães


Veja mais fotos como esta em Movimento de Teatro - Mato Grosso

Nós, da Confraria dos Atores, com muito orgulho fazemos parte de um movimento que aglutina teatreiros de MT. Essa troca de informações, no entanto, carece ainda de expansão. Os grupos de MT têm pouquíssimo contato com as companhias do restante do centro-oeste.

Por isso, foi com grande alegria que recebemos em nossa cidade o Teatro do Concreto, grupo do Distrito Federal. Todos ficamos numa expectativa grande pois a sinopse do espetáculo nos empolgou. Além disso, a descrição do grupo revelava uma grata surpresa, a de que eles trabalhavam com o processo colaborativo. Parecia tratar-se de um grupo de pesquisa criativo e ousado.

Não nos enganamos. Em dois dias de oficinas, descobrimos o quanto eles são dedicados e entregues à arte. Das oficinas resultaram diversas partituras que foram utilizadas no projeto de intervenção cênica no espaço urbano intitulado Ruas Abertas. A partir do tema Amor e Abandono, Confraria dos Atores e Teatro do Concreto preencheram as ruas de Cuiabá com muito teatro.

Após as intervenções, assistimos a uma leitura dramática de um texto muito impactante de Plínio Marcos, chamado "Inútil canto e inútil pranto pelos anjos caídos". Depois chegou o grande momento de conferir o espetáculo da trupe. Karina, nossa atriz/iluminadora/produtora mostrou mais uma de suas facetas ao assumir o posto de pandeirista no espetáculo, em subsitutição a uma integrante do Concreto que adoeceu.

Plínio Marcos, espaço alternativo, interpretações viscerais e participação de uma confrade na música... Com um combo desses, não tinha como não nos apaixonarmos pelo trabalho!

O grupo promoveu ainda um debate com os grupos da cidade e distribuiu a revista Entrelinhas e Concreto que contém reflexões de 3 processos criativos da cidade de Brasília, bem como as suas dramaturgias.

Fechando com chave de ouro a passagem do Concreto em nossa terrinha, nada melhor do que um passeio pela Chapada. Pelas fotos aí em cima dá pra sentir que a despedida foi linda, né não?

A gente fica aqui na saudade e aproveita pra mandar um beijão e muita merda pra essa galera.

Até a próxima!


Talita Figueiredo

Portão do Inferno

No calor infernal de Mato-Grosso, não há nada melhor do que um dia de descanso em Chapada dos Guimarães.


Confrades, Concreto e amigos posando pra fotos na beira do precipício.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Samba Concreto

Karina, Janari, Pitanga, Zizi e Francis

Silêncio no Bexiga
Composição: Geraldo Filme

Silêncio
O sambista está dormindo

Ele foi, mas foi sorrindo

A notícia chegou quando anoiteceu
Escolas , eu peço silêncio de um minuto
O Bexiga está de luto
O Apito de Pato D'água emudeceu
Partiu

Não tem placa de bronze não fica na história

Artista de rua morre sem glória
Depois de tanta alegria que ele nos deu

E assim

Um fato se repete de novo

Sambista de rua , artista do povo

E é mais um que foi sem dizer adeus

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Até breve!

Ontem o Teatro do Concreto foi embora de Cuiabá. A gente fica por aqui na saudade e no aguardo de futuros encontros.
Em breve, postaremos as fotos dos dias que passamos com essa galera de Brasília. Por hoje, fica uma foto do terraço do Sesc, um dos locais em que a Confraria ensaiou, experimentou, riu, pulou, correu, ensinou e aprendeu com o Teatro do Concreto.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

TEATRO DO CONCRETO



O grupo Teatro do Concreto, de Brasília, apresentará em Cuiabá o espetáculo Diário do Maldito. A peça é resultado de dois anos de pesquisa acerca da vida e da obra do dramaturgo Plínio Marcos.

Além do espetáculo, o grupo apresentará uma leitura dramatizada de outro texto de Plínio Marcos, promoverá um debate com grupos de teatro da região e ainda lançará a revista Teatro do Concreto.

Boa oportunidade pra conferir um trabalho de peso de um grupo que tem como princípio a concepção do teatro como pesquisa coletiva de atores, dramaturgo, cenógrafo e encenador. Conceitualmente isso se traduz no processo colaborativo, que procura estabelecer relações mais horizontais entre os criadores. Outras características do grupo são o exercício constante da improvisação, a utilização de depoimentos pessoais dos criadores e a criação de imagens poéticas.

Todos os eventos acontecerão no Sesc Arsenal e têm entrada gratuita. Confira abaixo a programação.

Leitura dramática: Inútil Canto e Inútil Pranto Pelos Anjos Caídos
Data: 22/01/2010 (sexta-feira)
Horário: 20h

Espetáculo Diário do Maldito
Data: 23 e 24/01/2010 (sábado e domingo)
Horário: 19h e 21h (sábado) e 20h (domingo)

Teatro de Grupo em Debate
Data: 24/01/2010 (domingo)
Horário: 14h30

Lançamento da Revista do Teatro do Concreto
Data: 24/01/2010 (domingo)
Horário: 14h30

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dramaturgia Leituras em Cena - Bertolt Brecht




Projeto idealizado e desenvolvido pelo SESC em todo território Nacional, que tem por objetivo estimular a prática da leitura, em voz alta, de textos dramáticos, nacionais e estrangeiros; apoiar a pesquisa dramatúrgica; provocar a reflexão e o debate sobre a importância e o papel da dramaturgia no teatro contemporâneo, além de propiciar o intercâmbio entre artistas, pesquisadores, formadores de opinião e público interessado.
Nesta edição, recebemos para ministrar a oficina do projeto DRAMATURGIA LEITURAS EM CENA Daniel Belquer (RJ), Diretor Teatral, Performer, Diretor Musical, Designer Sonoro, Sonoplasta, Músico Compositor, Arranjador, Multiinstrumentista, Videomaker. Que trabalhou análise de texto dramático, técnicas de leitura encenada e conscientização sonora da fala do ator (método CONSONFALAT, criado pelo professor)

O resultado será apresentado em quatro leituras dramatizadas de textos de Bertolt Brecht.

20h - Teatro - Entrada Franca



20/10
TAMBORES NA NOITE
Direção: Jonatas Rodrigues – Atores Leitores: Everton Britto, Jonatas Rodrigues, Leandro Britto, Patrícia Leite, Priscila de Paula, Wallace Bismark.
“Tambores é um perfeito exemplo da vontade humana. Fi-lo para ganhar dinheiro.” A confissão é do jovem Bertolt Brecht – um mulherengo, anarquista, estudante de medicina, provocador, leitor de Rimbaud, e o que mais houver –, que assim revela o impulso que esteve na origem de sua segunda peça. Afrontando o sentimentalismo, os ideais políticos e as boas intenções filantrópicas, Tambores na Noite exibe – contra o pano de fundo da Revolução Espartaquista na Alemanha do início do século XX – o esplendor de um herói… disfuncional, ou humano, demasiado humano: Andreas Kragler, proletário que, no regresso da frente de combate e do cativeiro em África, hesita entre a rua e a casa, a bandeira e a cama, a revolução e a noiva. A leitura dramatizada de Tambores na Noite, pela Cia Crápula de Teatro, dá livre curso à força criativa da escrita do jovem Brecht, explorando os diferentes ritmos e os registros contraditórios de uma obra que subverte os modelos teatrais da época. Através das técnicas de radionovela a Cia dramatiza uma narrativa folhetinesca abusando de efeitos sonoros para o estimulo à imaginação.


21/10
O CASAMENTO DO PEQUENO-BURGUÊS
Direção: Karina Figueredo – Atores Leitores: Talita Figueiredo, Karina Figueredo, Benone Lopes, Jan Moura, Emanuel Vitor
Bertolt Brecht abre as portas da casa de um casal burguês num dos maiores momentos da nossa sociedade ocidental: a festa de casamento. Mas a hipocrisia vai temperar as aparências e, na medida em que o tempo avançar, os convidados vão desfilar suas mesquinharias e artimanhas próprias do jogo social. Brecht discute a sociedade sem o véu das aparências, levando o público ao riso numa comédia que satiriza os valores capitalistas modernos.

“O Casamento do Pequeno Burguês” foi escrito em uma fase pré-marxista de Brecht, entre 1919 e 1926, portanto, tem mais influência do teatro visto por ele (expressionista) do que das suas teorias do teatro épico, que ainda estavam por vir.

22/10
UM HOMEM É UM HOMEM
Direção: Vera Lúcia – Atores Leitores: Genicleide F. Bastos, Vera Lúcia Santiago Coleta, Tuanny Godoi Piva, Sandra Regina P. Gomes, Nayara Santiago Coleta
Este texto é o primeiro exemplo de teatro didático e pedagógico na obra de Brecht. E para a demonstração de seu teorema, Brecht utiliza um recurso profundamente teatral, que voltaria a usar em muitas peças: a metamorfose em cena. A transformação de Galy Gay, que uma certa manhã sai de casa para comprar um peixe para o almoço, um estivador que não bebe e fuma pouco, de quem, segundo ele mesmo, pode-se dizer é um homem sem vícios (mas que na primeira fala já revela também que é um homem sem opinião), um homem incapaz de dizer "não" e que é em seguida metamorfoseado em soldado e finalmente chegará a negar a sua própria personalidade e identidade (nega ser quem é inclusive diante da própria mulher e chega a assistir ao enterro de si mesmo), para tornar-se um feroz e sanguinário soldado imperialista, é decupada em cenas curtas, espetáculo dentro do espetáculo (sobretudo a célebre e extraordinária sequência da venda do elefante que não existe).


23/10
MÃE CORAGEM E SEUS FILHOS
Direção: Thereza Helena – Atores Leitores: Frank Cesar Busatto, Ricardo Miguel Azevedo, Leila Sant'Ana, André Branco,
Dani Maiby, Mazé Oliveira
“Mãe Coragem e seus filhos”, considerada por muitos a obra prima de Brecht. Escrita no período do exílio, fala sobre a guerra religiosa na juventude é sacrificada nas frentes de batalhas, as cidades são saqueadas, os soldados não tem a rela compreensão do motivo que os faze matar. Mãe coragem, protagonista da trama vive rodando o país com sua carroça vendendo suprimentos para s sobreviventes da guerra, e faz dela sua única fonte de renda para o sustento dos três filhos, mas não quer que eles sirvam ao exército. A leitura desse texto nos abre inúmeras percepções. Analisamos a história e percebemos a impotência diante de um contexto estabelecido e a necessidade de criar novas realidades.


BERTOLT BRECHT ou O HOMEM E SEU PREÇO


“Eu não sei o que é um homem, tudo que sei é o seu preço”.

“Um homem é um homem”.

(Bertolt Brecht)

Alemanha, 1898 - nasce Bertolt Brecht, dramaturgo, poeta e encenador, e com ele, uma revolucionária teoria de interpretação teatral e seus procedimentos fenomenológicos de encenação do século XX.
Marxista por vocação e dramaturgo por opção, Brecht ao viver o intenso período das mobilizações sociais e os experimentos teatrais de Piscator e Meyerhold, inaugura o Teatro Épico, caracterizado pelo fenômeno denominado “estranhamento” ou “distanciamento”e seu conceito dialético de quebra de narrativa como instrumento de questionamento sobre o que se vê em cena.
Delinea-se em suas personagens uma humanidade elementar, feita de consciência, onde o destino do homem representado é do próprio homem. Ao contrário dos poetas expressionistas, que lutavam por um indivíduo que reencontrasse sua individualidade, excluindo-o da massa, Brecht condena a massificação e debruça-se sobre o homem e sua atitude perante o coletivo.
A proposta do teatro-tese em sua obra propõe a fusão entre a estética e a ética, resultado de sua obsessão pela crítica política, em particular a disparidade do sistema de classes sociais na Alemanha, onde configurava-se a relação de opressor e oprimido.
Em A alma boa de Setsuán, a transformação que sofre a protagonista Chen-Tê no primo Chui-Tá, não é meramente psicológica, quando passa de explorado a explorador – é sobretudo uma mobilização de defesa, pois quando Chui-Tá nos diz, que a miséria é grande demais, para uma só pessoa acabar com ela, ele está nos falando que a grande incógnita da humanidade é o amanhã. E como sobreviver ao desconhecido sem consciência de si?
Bertolt Brecht e seus trabalhos artísticos e teóricos passam a influenciar profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o referência mundial a partir das encenações de sua companhia o Berliner Ensemble durante a década 50.
Nestes tempos atuais Brecht deveria ser apresentado, como catecismo, nas praças públicas das cidades de todo mundo, revelando-nos o que é ser e não somente estar.
(Maira Jeannyse – Encenadora Teatral)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Cine Teatro Cuiabá reabre as portas dia 21


Por Angela Coradini

O Cine Teatro Cuiabá, centro das atividades culturais cuiabanas por mais de 55 anos, reabre as portas no próximo dia 21 de maio, a partir das 20 horas, com uma solenidade de reinauguração, a apresentação da Orquestra Estadual de Mato Grosso e uma comemoração que terá o clima da sociedade dos anos 40.

Marco da evolução sócio-cultura da capital, o cine teatro ficou fechado por quase 12 anos. Após uma grande reforma que manteve as características arquitetônicas da época de sua construção, o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Cultura e da Secretaria de Estado de Infra-estrutura, devolve a sociedade cuiabana, o centro cultural que marcou a historia da capital com a exibição de inúmeras produções cinematográficas.

Toda a programação do primeiro mês de atividades foi planejada pela Secretaria de Cultura e proporcionará aos cuiabanos espetáculos teatrais, musicais e de dança entre os dias 21 de maio e 28 de junho. As entradas para todos os dias serão gratuitas e estarão disponíveis a partir do dia 20 de maio, podendo ser retiradas até 1 hora antes de cada espetáculo.

Para a re-inauguração está programada além da apresentação da Orquestra do Estado de Mato Grosso, a exibição de um documentário sobre o Cine Teatro.

Você pode conferir a programação completa entre os dias 21 de maio e 28 de junho, na Agenda do site da Secretaria de Estado de Cultura. (www.cultura.mt.gov.br/TNX/agenda)

CONFIRA A PROGRAMAÇAO

21/05 - Quinta-feira

20h - Solenidade de Reinauguração do Cine Teatro Cuiabá

Apresentação da Orquestra do Estado de Mato Grosso

22/05 - Sexta-feira

14h30 – Espetáculo Teatral: “Dom Quixote” – Teatro Experimental de Alta Floresta

20h – Espetáculo Musical: “Cerrado” – Ebinho Cardoso

20h40 – Espetáculo Musical: “Malabares com Farinha” – Paulo Monarco

23/05 - Sábado

19h- Espetáculo Teatral: Comadre Pitu Show

19h30 – Espetáculo Musical: Groove Geodésico da América do Sul- Instituto Mandala

20h30 – Espetáculo Teatral: “Tô ligado” - Nico e Lau

24/05 - Domingo

20h – Espetáculo Musical: Sopro Presente – Grupo Abagaba

20h45- Espetáculo de dança: Carmem – Vôo Livre Cia de Dança

28/05 - Quinta-feira

14h- Espetáculo teatral: Histórias Birutas e Batutas – Alice de Oliveira

15h30 – Espetáculo Teatral: “Sambalele” – Cia. Teatro Mosaico

20h – Espetáculo Musical: “Amarelo Pequi” – Danilo Bareiro

20h40 – Espetáculo Musical: Instrumental das Américas – Sidney Duarte

29/05 - Sexta-feira

14h – Espetáculo Teatral: Mimesis – Cia Arte Negus – (Censura Livre)

16h – Espetáculo Teatral: E o Palhaço o que é? - Cia. Volta Seca (Censura Livre)

20h – Espetáculo Teatral: “Aqui procê” – Ivan Belém

30/05 - Sábado

20h – Espetáculo Teatral: “Mala de Fugir” – Luiz Carlos Ribeiro

31/05 - Domingo

19h- Espetáculo Musical: “Tudo Quanto é canto” – Boca de Matilde

20h15 – Espetáculo de Dança: “Carmem” – Opera Ballet

04/06 - Quinta-feira

15h30- Espetáculo Teatral: Fábrica de Brincadeiras – Cia Teatro Faces – Primavera do Leste

20h – Espetáculo Musical: “Grooveiro Mesmo!” – Samuel Smith

05/06 - Sexta-feira

15h – Espetáculo Teatral: Palhançando – Tibanaré (Censura livre)

20 h – Espetáculo Teatral: Outros Quintanas – Confraria dos Atores

06/06 - Sábado

20h – Espetáculo Musical: “Show de Bossa Nova” – Boni e Quinteto Cuiabano

07/06 - Domingo

19h30 – Espetáculo de Dança: “Tempo” - Kairos Cia de Dança

12/06 - Sexta-feira

15h - Espetáculo Teatral: Fião e Fiota – Cia. Thereza João (censura livre)

20h - Espetáculo de Dança: “Amores” – Rodinei Barbosa

13/06 - Sábado

17h – Espetáculo Teatral: “Exemplo de Bastião” – Grupo Mamulengo sem Fronteiras (Brasília)

20h –Espetáculo Musical: “Viola de Cocho em Paisagem” – Daniel de Paula

14/06 - Domingo

19h- Espetáculo Teatral: “Quando os demônios dizem Amém” – Cia Crápula

18/06 - Quinta-feira

20h30- Espetáculo cênico-literário: "Insânia" – Luciene Carvalho

19/06 - Sexta-feira

15h – Espetáculo Teatral: Dorothéia e sua trupe em Pequenas Histórias- Projeto Pegadas de Boneco (Elizete Nunes)

20h40- Espetáculo Musical: “Viola de Tudo um Pouco” – Abel Santos

20/06 - Sábado

20h – Espetáculo Teatral: "Primeira Pele" - Cia. Pessoal de Teatro

21/06 - Domingo

20h -Espetáculo Cênico-musical “ Mato Grosso em Cena” – Edmilson Maciel

25/06 – Quinta-Feira

20h – Apresentação de dança de salão – Grupo a Gafieira

26/06 – Sexta-feira

20h_ Grandes Gênios da Música Erudita - Franz Schubert (1797-1828)

Grupo Cordas do Pantanal

27/06 – Sábado

20h - Espetáculo de Dança Contemporânea “Canti Corpus” – Companhia de Dança Arte Expressão e convidados.

28/06 – Domingo

20 h - Espetáculo Musical: Orquestra Sinfônica da UFMT


Notícia tirada daqui: http://www.cultura.mt.gov.br/TNX/conteudo.php?sid=54&cid=2603

terça-feira, 10 de março de 2009

Sinuca de Bico


Pense em quatro caras-de-pau dispostos a fazer uma platéia rir. Os quatro obedecem a um quinto cara-de-pau munido de uma buzina de palhaço. As ordens vão de se virar para improvisar cenas até a enfrentar pessoas da platéia em jogos de palavras.
Muito humor e improvisação, essa é a proposta do Sinuca de Bico, projeto promovido pela Cia Arte Negus, que pretende colocar diferentes artistas a cada edição para se enfrentarem em jogos de improviso.
A estréia aconteceu no último dia 05, no Conexão Cultura, com as participações de Vini Mania, Caio Matoso, Maurício Ricardo e Umberto Lima.
Marque na sua agenda, a próxima apresentação será no dia 19 de março.

Serviço:19 de março de 2009 - No CONEXÃO CULTURA - Rua São Francisco, 62 E, Baú.
10 pilas a entrada inteira, 5 pilas a meia entrada...Ah, levem uns trocados para a cerva e aperitivos, pois isso rola solto lá!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Paciência

Em Cuiabá, três da tarde, está um calor do inferno, o trânsito parado, completamente congestionado.

Em fila dupla, um ao lado do outro, estão uma Mercedes, com madame atrás e motorista, e uma Kombi, com um homem todo suado e cara de poucos amigos. O homem xinga a todo momento, buzina, faz uma zona por causa do congestionamento, até que a madame baixa o vidro da Mercedes e diz:

-“A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!” - Shakespeare, em “Macbeth”.

O homem não deixa passar de graça:

-“Vá tomar no c*!” - Nélson Rodrigues, em “A vida como ela é”.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Espectador 2009

Saiu a primeira edição de 2009 da Revista Espectador!
Revista produzida por gente da terrinha, com conteúdo voltado para as manifestações culturais de Cuiabá. Teatro, música, carnaval... tem de tudo lá.
A distribuição é gratuita. Quem quiser garantir o seu exemplar, entre em contato conosco.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Perguntas


Dentro de um trabalho de grupo, experiências diversas se compõem. Cada indivíduo, com sua bagagem de vida, influenciando e sendo influenciado, transforma o resultado da obra em uma composição coletiva costurada por linhas aglutinadoras. O desafio deste processo passa pela revisão da figura do diretor e a aceitação da liberdade de expressão do ator, o qual passa a ser o criador de sua própria arte. A liberdade é válida quando se sabe o que fazer com ela, cada um pode experimentar à sua maneira, improvisar sem uma indicação impositiva, o ator, acostumado a ser mero receptáculo das concepções do autor e diretor, é estimulado agora a ser agente criador de suas próprias concepções.

            Você é [...] um conjunto de velocidades e lentidões entre partículas não formadas, um conjunto de afectos não subjetivados. Você tem a individualização de um dia, de uma estação, de um ano de vida (independente da duração); de um clima, de um vento, de uma neblina, de um enxame, de uma matilha (independente da regularidade). Ou pelo menos você pode tê-la, pode consegui-la (Deleuze & Guattari, 1997, p. 49).

O que estaria por trás de um processo que se pauta nessa nova perspectiva contemporânea? Como se dá o método colaborativo? Como a relação de um trabalho em grupo, com seus pensamentos diversos, é composto e se contrapõe na hora da construção do espetáculo? O que está por trás de um processo de construção de um espetáculo? Quais são seus experimentos, seus exercícios, sua metodologia de trabalho? Qual o papel das teorias clássicas, das formas clássicas e, principalmente, qual papel o texto dramatúrgico assume nas pesquisas pós-dramáticas?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Impostos da produção cultural


A Cia Pessoal de Teatro manda o seguinte recado:

O movimento "Rede Brasileira de Teatro de Rua", está arrecadando assinaturas para uma carta que será enviada para a Funarte, contra o aumento dos impostos da Produção Cultural.

Segue abaixo a notícia:

"Produtoras cinematográficas estão preparando um abaixo assinado para tentar reverter uma mudança fiscal imposta pela Lei Complementar 128, de 19 de dezembro de 2008. A lei, publicada no Diário Oficial da União do dia 22 de dezembro, migrou as empresas de produção cinematográfica e de artes cênicas, assim como as de produção cultural e artística, para outra tabela de tributação. Estas empresas, desde julhode 2007, se beneficiavam do Simples Nacional. Com a mudança, passam a reter 17,52% em impostos a partir de janeiro de 2009, ao invés dos 7% que recolhiam.

O Congresso Brasileiro de Cinema diz que está se mobilizando para reverter a situação. Para a associação, trata-se de "um golpe do governo sem precedentes no meio audiovisual, principalmente num momento em que a crise mundial aponta para uma forte recessão e corte de postos de trabalho em tantos outros setores".

A Carta abaixo foi escrita coletivamente pelos intergrantes da Rede que será enviada a Funarte, relativo ao Decreto 128 (aumentando a tributação da cultura), já foi assinada por inúmeros representantes dos estados, não só do segmento cênicao. Quem quiser assinar, coloque o nome do seu grupo ou movimento e os nomes dos integrantes. Estaremos recolhendo e reenviando para a RBTR.

Grande abraço,
Tatiana Horevicht

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À Funarte

Enviam - lhe esta mensagem grupos e artistas cênicos de 21 estados do Brasil que se manifestam contrários à Lei Complementar número 128, publicada no Diário Oficial da União em 22 de dezembro de 2008.

Atuamos em ruas, praças, escolas e espaços alternativos com a nossa arte pública. Somos artistas-cidadãos que ao longo dos anos viemos nos expressando, reunindo saberes e nos organizando para o exercício pleno do nosso direito ao trabalho, à manifestação simbólica e à construção da identidade do povo brasileiro. Como trabalhadores e trabalhadoras da cultura, reafirmamos a nossa caminhada junto a várias lutas pela justiça, pelos direitos humanos e pela democracia. Celebramos as nossas histórias, músicas e personagens no contato direto com o público de diferentes realidades sociais, culturais e econômicas em todos os municípios do país.

Estamos articulados, mobilizados e organizados através da Rede Brasileira de Teatro de Rua criada em março de 2007, em Salvador/BA,composta por 1.225 grupos e/ou artistas-trabalhadores que é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os artistas-trabalhadores e grupos pertencentes a ela são seus articuladores que ampliam e capilarizam, cada vez mais, suas ações e pensamentos. Nosso trabalho é feito de formas diversas: grupos, produtoras, artistas sócios, associações, cooperativas, núcleos familiares, entre outras. Nossas diferentes formas de trabalho têm como principio comum garatir o direito ao acesso aos bens culturais a todos os cidadãos brasileiros, a produção, difusão, formação, registro, circulação e manutenção de grupos e fazedores de arte, construindo assim um país mais justo e igualitário.

Nesta perspectiva solicitamos a revisão da Lei Complementar número 128 que
aumenta a taxa tributária sobre a nossa atividade profissional. Esta medida onera nossa condição de trabalho, cria empecilhos para nossa formalização, intervém em toda a dinâmica da nossa produção, diminui os recursos já escassos para o nosso setor, restringe o acesso a bens culturais e contradiz as diretrizes apontadas pelo Plano Nacional de Cultura.

Reiteramos nossa posição a favor do diálogo e da construção participativa de
políticas públicas integradas que contemplem as diferentes formas de
produção artística.

30 de janeiro de 2009.
Articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua

Teatro Terceira Margem - Cristiano Pena e Junia Bessa (MG)

Grupo Off-Sina - Richard Riguetti e Lilian Moraes (RJ)

Companhia Folgazões de Artes Cênicas Wyller Villaças (ES)

Teatro Kabana - Mauro Xavier (MG)Gueto Poético - Kuka Matos (BA)

Teatro Ruante - São PauloBuraco d`Oráculo - São PauloLicko Turle - (RJ)

Centro Volante de Assessoria Teatral - Júnio Santos, Jôsy Dantas e Pedro Vinicius - (RN e CE)

Grupo Z de Teatro - Fernando Marques, Carla van den Bergen, Daniel Boone, Alexsandra Bertoli (ES)

Leo Carnevale - Palhaço Xodó(RJ)
---

A Confraria apoia essa causa.

Quem também deseja participar do abaixo assinado, entre em contato com a Cia Pessoal:

http://sites.google.com/site/ciapessoal/

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bonecão


Já falamos por aqui de nossa experiência na confecção de bonecos para "O casamento suspeitoso", mas algum tempo depois, na produção da peça infantil "O minhocão do Pari", nos deparamos com um desafio maior, o de criar um grande boneco do minhocão que pudesse ser manipulado por duas ou três pessoas ao mesmo tempo.
Bonequeiros amadores que somos, nos limitamos a pensar na aparência do bichão e pedimos para o experiente bonequeiro Júlio Carcará, da Cia Leite de Pedras, que o confeccionasse para nós.
O resultado foi esse minhocão amarelo, de olho esbugalhado, bocão que mexe e linguinha pra fora. E aí, não ficou legal?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Exposição

A galeria do SESC Arsenal está com uma exposição de Cristina Fortuna e Fredyson Cunha intitulada "A LINHA VAI TECER OS RISCOS DA CONEXÃO".

Cristina e Fredyson são desses artistas múltiplos, que encantam a gente com sua capacidade de fazer de tudo um pouco. Seja no teatro, na dança ou nas artes plásticas, o que pode-se esperar deles são trabalhos autorais autênticos e sensíveis.

Dois confrades flagrados segurando coxinhas e de bocas cheias no lançamento da exposição.


Período da Exposição: 18/01 a 06/03
Terça a Sexta: 14h às 21h

Sábados e Domingos: 16h às 20h

Local: Galeria de Artes do SESC Arsenal

Entrada franca