quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

RUSGA volta ao SESC ARSENAL em nova temporada.









A Confraria dos Atores reapresenta nos próximos dias 06, 07 e 08 de março de 2015, seu trabalho, fruto de uma intensa pesquisa, intitulado RUSGA. As apresentações serão no Sesc Arsenal, às 20h. Prestes a celebrar 5 anos de apresentações da RUSGA, a companhia propõe uma nova temporada no espaço do Sesc Arsenal. A temporada marca o retorno do espetáculo ao seu local de estreia.


A trama apresenta quatro personagens, de forma embaralhada e entrelaçada, que mostram-se alterados de forma irreversível pelos acontecimentos que permeiam a RUSGA, episódio que teve como palco a Cuiabá de 1834, no dia 30 de maio. Ao cair da noite, parte da elite cuiabana, desejosa de poder, promoveu uma matança contra seus inimigos, a elite de ascendência portuguesa, chamada pejorativamente de “bicudos”. Esse acontecimento fez parte das movimentações e revoltas contra os portugueses no Brasil durante o Período Regencial. Rusga é briga, ruptura, mas para Cuiabá esta palavra também significa uma herança política marcada por manipulações e abusos de autoridade. Uma disputa de poder e riquezas, manifestação extrema de xenofobia sob o pretexto de ideais patrióticos. Neste trabalho, a Confraria dos Atores procura apresentar imagens e sensações saturadas desse dia tenebroso e incerto, sob a ótica de diversos personagens envolvidos direta ou indiretamente com o evento.

Na busca de uma dramaturgia própria e baseada em uma criação horizontalizada, a Confraria dos Atores aventurou-se em um processo de criação coletiva, sem direção, sem dramaturgia prévia e sem hierarquias. Pautado na negociação das subjetividades de cada ator, o espetáculo é o resultado do agenciamento das visões que cada participante estabeleceu sobre o tema provocador: a RUSGA. A partir de improvisações, escrita coletiva, oficinas e experimentos em sala de ensaio, a Confraria dos Atores apresenta uma trama rizomática construída pelas visões que cada participante trouxe para o processo de composição. A escolha por esse processo difícil e demorado teve o intuito de romper com as imposições de um diretor ou dramaturgo e proporcionar uma experiência única onde nossas subjetividades tivessem espaço aberto para se expressar, compor, negociar, agenciar e entrar em choque. RUSGA é um espetáculo polifônico, composto pelas vozes de seus criadores e de seus personagens, que impuseram também suas necessidades na medida em que foram ganhando vida. 

Nesse rizoma incluímos ainda o público, participante essencial em razão de suas percepções e colaborações que nos permitirão aprimorar constantemente o espetáculo.



SERVIÇO:
Data: 06, 07 e 08 de março de 2015
Horário: 20h
Local:  Salão Social – Sesc Arsenal
Ingressos: R$ 15,00 (Inteira), 7,50 (Meia) e 5,00 (Comerciário)






FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e Direção: Confraria dos Atores
Atuação: Benone Lopes, Jan Moura, Karina Figueredo e Talita Figueiredo
Iluminação: Yuri Kopcak
Sonoplastia: Karola Nunes
Figurino: Talita Figueiredo
Design Gráfico: Jan Moura
Pesquisa Histórica: Benone Lopes
Músicas: Confraria dos Atores
Assistência de Produção: Roni Disarz
Fotos: Ângela Coradini




terça-feira, 4 de novembro de 2014

VIII Festival de Teatro Velha Joana

Este mês a Confraria dos Atores apresenta RUSGA na mostra oficial do VIII Festival de Teatro Velha Joana. O evento é promovido pela Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, através da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, realizado pela Coordenadoria de Cultura e produzido pela Companhia Teatro Faces.

O espetáculo RUSGA será apresentado no dia 09/11/2014 (domingo), às 20h, no Centro Cultural de Primavera do Leste. A entrada é gratuita.

Confira a programação completa do festival:
http://www.primaveradoleste.mt.gov.br/portal/innovaeditor/assets/fred.nogueira/Velha%20Joana2.pdf

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Rusga na Mostra Zé Bolo Flô de Teatro de Rua

Cuiabá vive esta semana o encantamento das artes cênicas. Há espetáculos gratuitos para toda a população na “Mostra Zé Bolo Flô de Teatro de Rua”, que fecha a última etapa do Festival de Teatro Cena Mato Grosso, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT).

A Confraria dos Atores participa do festival com o espetáculo RUSGA.
Data: 03 de dezembro de 2013
Horário: 20h
Local: Pavilhão das Artes (Palácio da Instrução, ao lado da Igreja Matriz) 
Entrada Franca (ingressos distribuídos a partir das 19h)

Quatro personagens, de forma embaralhada e entrelaçada, mostram-se alterados de forma irreversível pelos acontecimentos que permeiam a Rusga, episódio que teve como palco a Cuiabá de 1834, no dia 30 de maio. Ao cair da noite, parte da elite cuiabana, desejosa de poder, promoveu uma matança contra seus inimigos, a elite de ascendência portuguesa, chamada pejorativamente de “bicudos”. Esse acontecimento fez parte das movimentações e revoltas contra os portugueses no Brasil durante o Período Regencial. Rusga significa briga, ruptura, mas para Cuiabá esta palavra também é sinônimo de uma herança política marcada por manipulações e abusos de autoridade. Uma disputa de poder e riquezas, manifestação extrema de xenofobia sob o pretexto de ideais patrióticos. Neste trabalho, a companhiaprocura apresentar imagens e sensações saturadas desse dia tenebroso e incerto, sob a ótica de diversos personagens envolvidos direta ou indiretamente com o evento.


Dramaturgia e Direção Coletiva
Atuação: Benone Lopes, Jan MouraKarina Figueredo e Talita Figueiredo
Iluminação: Yuri Kopcak
Sonoplastia: Karola Nunes
Figurino e Caracterização: Talita Figueiredo 
Cenário: Criação Coletiva
Design Gráfico: Jan Moura 
Pesquisa Histórica: Benone Lopes Moraes
Assistência de Produção: Roni Disarz
Confecção de Figurinos: Maria Das Dores Freitas Leite



terça-feira, 13 de março de 2012

1º Cuiabá em Cena

No dia 20 de março iniciam as atividades do ‘I Cuiabá em Cena’, projeto que durante seis dias ocupará o espaço cênico do Cine Teatro Cuiabá, além de outros espaços alternativos, com a realização de espetáculos de teatro, performances temáticas, oficinas, palestra e mesa redonda. Todas as atividades são gratuitas e os ingressos devem ser retirados na bilheteria do CTC.

A Confraria dos Atores participa do projeto com a peça RUSGA.


Confira a programação:


Programação ‘I Cuiabá em Cena’

20 de março, terça-feira

20h - Abertura oficial do I CUIABÁ EM CENA
Local: Espaço Cênico do Cine Teatro Cuiabá

20h30 - Peça convidada ‘Quiprocó’
Cia: Grupo Teatral Moitará
Local: Espaço Cênico do Cine Teatro Cuiabá

21 de março, quarta-feira

20h – Performance ‘Maria Taquara em Foco’
Performer: Wagton Douglas
Local: Espaço Cênico do Cine Teatro Cuiabá

20h30 – Peça ‘Maria... Meu Bem...’
Cia: Tok-kya-ty
Local: Espaço Cênico do Cine Teatro Cuiabá

22 de março, quinta-feira

20h – Performance ‘Negras Memórias’
Performer: Stênio Soares
Local: Istituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)

20h30 – Peça ‘O Circo’
Cia: Vostraz de Teatro
Local: Espaço Cênico do Cine Teatro Cuiabá

23 de março, sexta-feira

20h – Peça ‘Muito Além das Borboletas’
Cia: Entrevia de Teatro
Local: Espaço Cênico do Cine Teatro Cuiabá

24 de março, sábado

18h – Peça: Andarilho das Estrelas
Cia: Grupo Tibanaré
Local: Praça Alencastro – Centro Histórico de Cuiabá

25 de março, domingo

20h – Peça: ‘Rusga’
Cia: Confraria do Atores
Local: Espaço Cênico do Cine Teatro Cuiabá

Capacitações

Oficina de Interpretação ‘Treinamento do ator com a linguagem da máscara teatral’
Com Venício Fonseca, Rio de Janeiro – RJ
De 21 a 25 de março, das 09h às 13h
Local: Espaço Cênico do Cine Teatro Cuiabá

Oficina de Performance “O Corpo Performativo”
Com Eleonora Fabião, do Rio de Janeiro – RJ
De 21 a 24 de março, das 14h às 18h
Local: Espaço Cênico do Cine Teatro Cuiabá

Mesa Redonda ‘Representação de Classe no Teatro em Mato Grosso’
24 de março, sábado, às 14h
Local: Espaço Cênico do Cine Teatro Cuiabá - CTC

Palestra ‘Performance e Teatro: Poéticas e Políticas na Cena Contemporânea’, com Eleonora Fabião
24 de março, sábado, 19h30
Local: Espaço Cênico do Cine Teatro Cuiabá – CTC

Serviço

‘I Cuiabá em Cena’
De 20 a 25 de março
Inscrições para oficinas: de 1º a 20 de março, no foyer do CTC, de terça a sexta-feira, das 14h às 18h
Todas as atividades e espetáculos têm entrada gratuita
Informações: (65) 3624-5845 e 3054-5840
www.cineteatrocuiaba.com.br

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

CONFRARIA DOS ATORES reapresenta RUSGA - Sobre a História de Cuiabá






RUSGA é um experimento cênico baseado no episódio histórico homônimo que ocorreu em Cuiabá no ano de 1834. Na noite de 30 de maio daquele ano, parte da elite cuiabana, desejosa de poder, promoveu uma matança contra seus inimigos, a elite de ascendência portuguesa, chamada pejorativamente de “bicudos”. Esse acontecimento fez parte das movimentações e revoltas contra os portugueses no Brasil durante o Período Regencial. No espetáculo, quatro personagens, de forma embaralhada e entrelaçada, mostram-se alterados de forma irreversível pelos acontecimentos que permeiam essa noite. Através de um processo de criação coletiva, pautado na negociação das subjetividades de cada participante, a companhia criou uma dramaturgia que pretende refletir sobre a história da cidade e de seu povo.

 FICHA TÉCNICA
 Dramaturgia e Direção: Criação Coletiva
Atores: Benone Lopes, Jan Moura, Karina Figueredo e Talita Figueiredo
Pesquisa Musical e Luminotécnica: Emanuel Vitor
Figurino e Caracterização: Talita Figueiredo
Cenário: Criação Coletiva
Design Gráfico: Jan Moura
Pesquisa Histórica: Benone Lopes
Confecção de Figurinos: Maria das Dores Freitas Leite
Equipe de produção: Roni Disarz e Yuri Kopcak


SERVIÇO
Espetáculo: RUSGA
Grupo: Confraria dos Atores
Data: 18, 19 e 20 (sexta a domingo) / 26 e 27 (sábado e domingo) de novembro
Local: Museu de Arte Sacra
Horário: 20h
Ingresso: R$15,00 (R$ 7,50 meia entrada)

Limitado a 40 lugares. Ingressos estarão disponíveis para venda antecipada no dia das apresentações a partir das 16h.

 Informações: (65) 8112-0169 / 8407-1184
E-mail: confrariadosatores@gmail.com
Twitter: @ConfraDosAtores
Facebook: www.facebook.com/confrariadosatores 
Fotos do espetáculo: http://www.flickr.com/photos/confrariadosatores/sets/72157625017885332/ 
Crítica de Juliana Capilé: http://confrariadosatores.blogspot.com/2010/09/confraria-relembra-episodio-vergonhoso.html 
Mais sobre o espetáculo: http://confrariadosatores.blogspot.com/p/rusga.html 

 Museu de Arte Sacra - Rua Clóvis Hugueney, 239 - Praça do Seminário - Complexo N. Sra. da Conceição - Bairro Dom Aquino - Cuiabá - MT - (em frente a Santa Casa) ou (ao lado da Igreja do Bom Despacho)






Visualizar Museu de Arte Sacra em um mapa maior

sábado, 12 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A RUSGA em nova temporada em NOVEMBRO.



RUSGA é um experimento cênico baseado no episódio histórico homônimo que ocorreu em Cuiabá no ano de 1834. Na noite de 30 de maio daquele ano, parte da elite cuiabana, desejosa de poder, promoveu uma matança contra seus inimigos, a elite de ascendência portuguesa, chamada pejorativamente de “bicudos”. 
Esse acontecimento fez parte das movimentações e revoltas contra os portugueses no Brasil durante o Período Regencial. No espetáculo, quatro personagens, de forma embaralhada e entrelaçada, mostram-se alterados de forma irreversível pelos acontecimentos que permeiam essa noite. 
Através de um processo de criação coletiva, pautado na negociação das subjetividades de cada participante, a companhia criou uma dramaturgia que pretende refletir sobre a história da cidade e de seu povo. 

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia e Direção: Criação Coletiva
Atores: Benone Lopes, Jan Moura, Karina Figueredo e Talita Figueiredo
Pesquisa Musical e Luminotécnica: Emanuel Vitor
Figurino e Caracterização: Talita Figueiredo
Cenário: Criação Coletiva
Design Gráfico: Jan Moura
Pesquisa Histórica: Benone Lopes
Confecção de Figurinos: Maria das Dores Freitas Leite
Equipe de produção: Roni Disarz e Yuri Kopcak

SERVIÇO

Espetáculo: RUSGA
Grupo: Confraria dos Atores
Data: 18, 19 e 20 (sexta a domingo) /  26 e 27 (sábado e domingo) de novembro
Local: Museu de Arte Sacra
Horário: 20h
Ingresso: R$15,00 (R$ 7,50 meia entrada)

Informações: (65) 8112-0169 / 8407-1184
E-mail: confrariadosatores@gmail.com
Twitter: @ConfraDosAtores
Facebook: Confraria Dos Atores

Museu de Arte Sacra - Rua Clóvis Hugueney, 239 - Praça do Seminário - Complexo N. Sra. da Conceição  - Bairro Dom Aquino - Cuiabá - MT  - (em frente a Santa Casa) ou (ao lado da Igreja do Bom Despacho)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cabeça Ativa: DIVIDINDO EXPERIÊNCIAS DA RELAÇÃO PLATEIA-ATOR, com Benone Lopes

SESC Arsenal - 05, 12, 26 e 27/07 - 19h - Banco de Textos - Entrada Franca

"Teatro é Encontro”, escreveu Grotowski com letra maiúscula. No século XX, muitos pensadores formularam um fazer teatral que envolvesse a participação ativa da plateia, rompendo com este nome e transformando todos os presentes em participantes. Podemos elaborar, a priori, que os que assistem teatro participam sempre, seja usando a imaginação para compor o que é visto no palco, onde o pedaço de madeira montado pelo ator se transforma em um cavalo, ou mesmo quando o riso acontece durante uma cena trágica. Portanto, os fazedores de teatro pensam e preparam a montagem tendo em mente a participação passiva e confortável dos presentes, mas pela característica marcante do Encontro a presença destes últimos influencia no resultado da ação.

Mas, pensando na participação ativa da plateia, existe alguma preparação que pode ser feita antes de contar com a presença do outro? Qual o objetivo destas participações? Se essa participação compõe o significado, quais os limites?

A proposta desta conversa é revisitar estes textos, somando a teoria às experiências dos conversadores. Portanto, vamos dividir histórias buscando perceber se existe algo de essencial nessa relação plateia-ator. Em outras palavras, nos interessa compartilhar e investigar aquele momento em que o fazedor de teatro incita a agir alguém que assiste.

SESC Arsenal - 05, 12, 26 e 27/07 - 19h - Banco de Textos - Entrada Franca

Mais informações:

http://www.sescmatogrosso.com.br/unidade/Arsenal/ver_programacao.php?id=939&cod_unidade=2


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Residência Artística com Confraria dos Atores


A CONFRARIA DOS ATORES iniciou neste sábado (7 de maio), o programa Residência Artística-Teatro. Durante todo mês de maio, nos finais de semana do mês, a Confraria receberá convidados que querem conhecer o grupo de teatro por dentro. Como ensaiam, como treinam, que tipo de pesquisa desenvolvem e como se organizam, são só algumas das matérias abordadas pelo grupo.
A ênfase do encontro estará no teatro de grupo, uma forma de organização muito usada pelos artistas no Mato Grosso. O grupo constuma ser o local da aprendizagem do ofício teatral e um grande substituto de escolas de arte, que tanto fazem falta no nosso estado. Cada grupo possui uma personalidade, uma marca e um projeto de pesquisa que serve de identificação do trabalho. A Confraria dos Atores tem essa marca; desenvolve seu trabalho baseando sua prática em conceitos democráticos; um exemplo disso é que todo o grupo tem poder de voto para todas as decisões a serem tomadas. Não existem figuras marcadas na criação, ou seja, todos criam o texto, a cena, todos podem dirigir e todos atuam. Outra característica que aparece do trabalho deste grupo é a escolha dos temas trabalhados. Como o grupo tem um integrante que é historiador, os temas desenvolvidos por eles são de cunho histórico. O último espetáculo que estrearam foi A Rusga, sobre o trágico evento do século XIX, que abalou Cuiabá.
No sábado, o secretário adjunto Oscemário Forte Daltro esteve presente para conhecer o Confraria de perto e dar as boas vindas aos interessados. Na ocasião ele ressaltou a importância do estudo teatral e elencou as ações da gerência de Artes Cênicas que fomentam o estudo do teatro, em específico. A intenção é instrumentar o interessado para que seja o próprio proponente da arte que queira realizar. Além da Residência Artística-Teatro, a Secretaria de Estado de Cultura também oferece o Curso Livre de Teatro, que é um curso permanente e anual, de caráter modular, que abrange outras áreas do espetáculo que estão além da atuação; são módulos de direção, dramaturgia, cenografia, figurino, iluminação, entre outros. Este formato de curso também vai seguir para o interior com o nome de Curso Livre Itinerante de Teatro. Outras informações poderão ser encontradas no site da Secretaria de Estado de Cultura: http://www.cultura.mt.gov.br/



RESIDÊNCIA ARTÍSTICA - TEATRO
Sábados e domingos do mês de maio
das 14h às 18h
Pavilhão das Artes
Palácio da Instrução
Pça. da República, s/n

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A CONFRARIA DOS ATORES apresenta A BOLSA AMARELA de Lygia Bojunga

Ilustração de Maria Louise Nery para o Livro A Bolsa Amarela
Ilustração de Maria Louise Nery para o Livro A Bolsa Amarela
Ilustração de Maria Louise Nery para o Livro A Bolsa Amarela
Ilustração de Maria Louise Nery para o Livro A Bolsa Amarela



Projeto Poesia, Versos e Cordas - SESC Arsenal

Sinopse
De dentro da bolsa amarela da pequena Raquel saem personagens fantásticas, que constroem grandes aventuras intensificadas por suas vontades reprimidas. A Bolsa Amarela é a história de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família. Sensível e imaginativa nos conta seu dia-a-dia, juntando o mundo real com o mundo criado por sua imaginação fértil, povoada de amigos secretos e fantasias.

Da escolha da autora e da obra

A Confraria dos Atores que em sua filosofia tem a missão de levar até seu público idéias que façam com que ele questione e reflita sobre seu modo de viver, encontrou no texto de Lygia Bojunga uma forma positiva e lúdica de oportunizar conteúdo e provocações, que alimentem o debate e as relações com seus interlocutores.
O livro A Bolsa Amarela foi escrito no auge da Ditadura Militar, momento no qual a oposição ao governo era fortemente reprimida. As pessoas não tinham liberdade de expressar publicamente a sua crítica ao governo, não tinham o direito de ir e vir quando quisessem e para onde interessassem. Como escritora Lygia Bojunga não sofreu repressão por parte dos militares, pois, por ser considerada autora infantil, seus textos não sofriam cortes ou vetos. Apesar disso, ela construía um mundo alegórico em que personagem e atitudes aparentemente inocentes possuíam um alto e sutil teor ideológico.
Mergulhados nas tramas que Lygia Bojunga cria em torno da personagem Raquel de seu livro – A Bolsa Amarela, a Confraria dos Atores se coloca no desafio de traduzir em sons e palavras faladas, a magnitude da crítica sutil presente em sua obra. A montagem levará para o palco uma adaptação do romance fixando-se nos momentos mais importantes, para que o público tenha acesso à essência da história. 
A música, composta exclusivamente para a montagem, será executada ao vivo, experimentando arranjos que criam um cenário sonoro, que colabora com a ambientação das aventuras vividas pela nossa personagem.

Sobre LYGIA BOJUNGA

Escritora brasileira nasceu em Pelotas no dia 26 de agosto de 1932 e cresceu numa fazenda. Aos oito anos de idade foi para o Rio de Janeiro onde em 1951 se tornou atriz numa companhia de teatro que viajava pelo interior do Brasil. A predominância do analfabetismo que presenciou nessas viagens levou-a a fundar uma escola para crianças pobres do interior, que dirigiu durante cinco anos. Trabalhou durante muito tempo para o rádio e a televisão, antes de debutar como escritora de livros infantis em 1972.
Num continente que se tornou conhecido por seu realismo mágico e contos fantásticos, a literatura infantil brasileira caracteriza-se por uma acentuada transgressão dos limites entre a fantasia e a realidade. Para ela, o quotidiano está repleto de magia: onde brotam os desejos tão pesados que literalmente não é possível erguê-los, onde alfinetes e guarda-chuvas conversam tão obviamente como os peões e as bolas, onde animais vivem vidas tão variadas e vulneráveis como as pessoas. Imperceptivelmente, o concreto da realidade transforma-se noutra coisa, não num outro mundo, mas num mundo dentro do mundo dos sentidos, onde a linha entre o possível é tão difusa como fácil de ultrapassar. A tristeza vive com Bojunga juntamente com o conforto, a calma alegria com a estonteante aventura e no centro da fantasia da escrita está a criança, muitas vezes sozinha e abandonada, sempre sensível, sempre cheia de fantasias. Os sonhos inflados de Raquel em A Bolsa Amarela, 1976, são literalmente perfurados por um alfinete, e transformados em pipas de papel que voam para bem distante à mercê dos ventos.
Bojunga (que costuma apresentar-se em público com monólogos dramáticos) tem o dom da narrativa oral que prende o leitor logo na primeira página. Também escreveu peças teatrais e gosta de usar descrições cênicas. Bojunga entra sem medo no domínio dos adultos, na sua escolha de justificativas encostando-se com todo o direito à sua enorme capacidade de concretizar e personificar as sombras interiores em histórias fáceis de entender, equilibrando-se com perícia na linha entre o humor e o sério.
As obras de Bojunga estão traduzidas para várias línguas, entre as quais francês, alemão, espanhol, norueguês, sueco, hebraico, italiano, búlgaro, checo e islandês. Recebeu vários prêmios, entre eles, o Prêmio Jabuti (1973), o prestigiado Prêmio Hans Christian Andersen (1982) e o Prêmio da Literatura Rattenfänger (1986).

Da Confraria dos Atores
Surgida em 2004, na cidade de Cuiabá, a Confraria dos Atores é uma companhia que visa aprimorar o contato entre o ator e a plateia, transformando essa característica numa das principais do grupo. Em cada trabalho a presença do ator enquanto criador do processo cênico é marcante, sempre tentando aproximar o público do trabalho e transformá-lo em agente instigador da pesquisa. A companhia, que em sua filosofia prega o teatro como instrumento de descobertas, pretende estabelecer com seu público uma relação de troca. Ao passo que leva materiais para que ele possa se questionar, a própria companhia se transforma ao receber dele o estímulo necessário para estabelecer esse ritual cênico. Para a Confraria dos Atores o ator-criador é sempre o principal esteio do trabalho. A companhia vê o ator como “(...) retrato nu do homem, exposto a qualquer transeunte, silhueta elástica (...)” conforme desenhou Tadeusz Kantor no Lê Theâtre de la Mort.

Serviço:
Poesia, Versos e Cordas: A Bolsa Amarela – Lygia Bojunga
Data: 27 de outubro de 2010
Horário: 15h e 20h
Local: Teatro do SESC Arsenal
Entrada Franca
Informações: (65) 3616-6901 / 8407-1184
www.confrariadosatores.blogspot.com
confrariadosatores@gmail.com
@ConfraDosAtores

terça-feira, 5 de outubro de 2010

BENONE LOPES conversa no CABEÇA ATIVA sobre A HISTÓRIA DO TEATRO EM MATO GROSSO


Manifestações teatrais nas terras onde o ouro brota do chão: as artes cênicas em Mato Grosso no séc. XVIII



O cuiabano está acostumado com a falsa idéia de isolamento cultural. A vida no sertão, o interior da
América do Sul, e a distância geográfica nos fez acreditar que Cuiabá esteve apartada da arte e cultura dos grandes centros europeus. As pesquisas, já consagradas, sobre a história do teatro de Alcides Moura Lott e Carlos Francisco Moura nos provam que não! O Mato Grosso setecentista viveu uma vida plena de cultura impulsionada por festas populares e manifestações teatrais que criaram uma teia de influências culturais. Esta última é resultado direto da vivência de teatro e de ópera existente na Europa, do mesmo período, e que embarcaram na cultura lusitana de apresentações artísticas dentro de navios e embarcações fluviais até chegar ao sertão que erroneamente foi creditado como isolado. Aqui, nesta terra governada por funcionários de alto escalão da coroa lusitana, este teatro, religioso ou profano, encontrou palco e público para comédias, entremezes e óperas que juntas formaram um número de apresentações superiores ao do resto do Brasil. Vamos visitar um pouco destas práticas teatrais, para compreender como se dava o teatro no Mato Grosso colonial; também, nestes encontros, vamos entender a trajetória da cultura teatral nestas terras; e, por fim, visitar alguns trechos de peças teatrais que foram apresentadas naquele mesmo momento.

Cabeça Ativa - Sesc Arsenal
Dias: HOJE, 19 e 26 de outubro, 19h.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Confraria relembra episódio vergonhoso: a Rusga



JULIANA CAPILÉ
ESPECIAL PARA A FOLHA DO ESTADO
http://www.folhadoestado.com.br/jornal/paginas/grd/30_951.pdf


O novo espetáculo da Confraria dos Atores trata de um tema bastante vergonhoso para Cuiabá, mas que fundamentalmente não pode ser esquecido: a Rusga. Em 1834, Cuiabá viveu um episódio sangrento, movido por questões políticas e xenófobas, quando centenas de pessoas foram feridas e assassinadas porque não haviam nascido aqui. Os chamados “bicudos”, de outrora, bem podem ser os “pau rodados” de hoje, expressão que carrega um bairrismo perigoso e que separa os pertencimentos de cada morador da cidade. A rusga serviu para enriquecer os ‘brasileiros’ e tirar dos ‘bicudos’ o poder financeiro, através de saques e apropriações, mais ou menos como os nazistas fizeram com os judeus na segunda guerra; mata e pega o que é deles. 

Para tratar de tema tão violento e espinhoso, a Confraria optou por uma narrativa fragmentada, procurando evidenciar os personagens comuns da história, que viveram o fato, morreram, sofreram ou foram beneficiados por ele. O espetáculo se passa num espaço alternativo, negando o distanciamento proposto pelo palco italiano, que o maior pecado é separar a plateia da cena. Neste espaço o espectador está junto com a cena e pode inclusive participar dela, como acontece na Rusga. Na vez que eu fui acompanhar os estudos de linguagem do grupo, fiquei com a incumbência de segurar uma medalhinha de Nossa Senhora. Só o fato daquela medalhinha estar na minha mão já me transportou para o século XIX e me fez tomar partido naquela história. Ficamos envolvidos, e quando percebemos, nossa presença é requisitada na cena: precisamos decidir se vamos libertar uma mulher acorrentada, se vamos pendurar roupas de mortos nas forcas, se vamos sentar neste ou naquele lado da rusga... Tudo isso porque permitir ou não que coisas assim aconteçam, depende de todos. É o que a Confraria deixa escapar no espetáculo. Aliás, este pensamento permeia todo o trabalho de pesquisa do grupo. A Confraria dos Atores é formada por Benone Lopes, Emanuel Vitor, Jan Moura, Karina Figueredo e Talita Figueiredo, e desenvolvem um trabalho de criação coletiva, além de pesquisar o teatro colaborativo para avançar na busca. Na criação coletiva todos os integrantes contribuem
com a cena, criando e produzindo juntos. É um método de trabalho bastante democrático e só funciona com grupos coesos, como é o caso do Confraria, que existe desde 2004.

O grupo se afirma na preocupação do teatro contemporâneo, de pensar seu lugar e buscar compreender questões próximas da nossa realidade. Contemporâneo também é discutir o fazer teatral, buscando questionar o espaço da representação, a posição dos espectadores na cena, o local da técnica cênica. Pensando em tudo isso, a Confraria dos Atores realiza um teatro contemporâneo e avança a discussão
teatral em nossa cidade. Para quem ainda não viu, recomendo ficar atento ao calendário de apresentações. Para conhecer o mais o grupo basta acessar o www.confrariadosatores.blogspot.com/

Juliana Capilé – Cia Pessoal de Teatro

Um primeiro passo foi dado.



Nos dias 18 e 19 de setembro a Confraria dos Atores estreou seu novo espetáculo: RUSGA. Casa lotada, e infelizmente algumas pessoas ficaram de fora, inclusive amigos e parceiros, mas como nosso espaço é pequeno e não coube todos que queriam ver (mas muitas outras oportunidades virão), agradecemos o esforço e pedimos desculpas pelo transtorno.

Agora partimos para continuar a pesquisa. O nosso processo é caracterizado por um questionamento constante do fazer. E é claro a estréia foi o Fim/Recomeço da pesquisa. Agora é hora de amadurecer.

Agradecemos muito as pessoas que colaboram de forma positiva para a realização: Hiald Iluminação, SESC Mato Grosso, COCCAR, o Movimento de Teatro e claro nosso patrocinador Governo do Estado de Mato Grosso, através do Fundo Estadual de Fomento a Cultura.

Estamos trabalhando para fazermos uma nova temporada.

Valeu Amigos Confrades...

sábado, 18 de setembro de 2010

É HOJE! A Confraria dos Atores estréia RUSGA


Depois de quase 2 anos de muito trabalho e pesquisa, a Confraria dos Atores estréia seu mais novo trabalho: RUSGA! Experimento Cênico inspirado em episódio histórico da nossa cidade. Buscando uma dramaturgia própria e um processo de criação que fosse totalmente autêntico, ligado as nossas próprias vontades de expressar, construímos uma obra que é formada exclusivamente por nossas visões estéticas. Os ensaios abertos foram mais uma etapa importante para o crescimento da pesquisa, o público entrou como o sexto colaborador, muitas idéias, opiniões e visões diferentes nos deram um outro rumo, chamaram a atenção para pontos que ainda precisavam ser melhorados, revistos, potencializados. Dessa forma esse espetáculo nasceu, polifonicamente construído, rizomaticamente costurado. Hoje é um dia muito importante para nós, estabelecemos o final/início de um processo que não para por aqui, definimos apenas um ponto na linha do tempo, hora de mostrar para o público, hora de amadurecer. 

Saiba Mais sobre o espetáculo em:

Veja o vídeo do espetáculo:


Serviço:
Estréia RUSGA
18 e 19 de setembro de 2010
SESC Arsenal - Salão Social
Entrada Franca - Ingressos Limitados
Informações: (65) 8407-1184
@ConfraDosAtores
confrariadosatores@gmail.com

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A CONFRARIA DOS ATORES estréia seu novo espetáculo: RUSGA



Este mês a Confraria dos Atores estréia seu novo espetáculo, RUSGA. A peça será apresentada nos dias 18 e 19 de setembro, às 20h, no SESC Arsenal. A entrada é gratuita.
RUSGA é um experimento cênico baseado no episódio histórico homônimo que ocorreu em Cuiabá no ano de 1834. Na noite de 30 de maio daquele ano, parte da elite cuiabana, desejosa de poder, promoveu uma matança contra seus inimigos, a elite de ascendência portuguesa, chamada pejorativamente de “bicudos”. 
Esse acontecimento fez parte das movimentações e revoltas contra os portugueses no Brasil durante o Período Regencial. No espetáculo, quatro personagens, de forma embaralhada e entrelaçada, mostram-se alterados de forma irreversível pelos acontecimentos que permeiam essa noite. 
Através de um processo de criação coletiva, pautado na negociação das subjetividades de cada participante, a companhia criou uma dramaturgia que pretende refletir sobre a história da cidade e de seu povo. 

SOBRE A CONFRARIA DOS ATORES

A Confraria dos Atores é uma companhia de teatro fundada em 2004, em Cuiabá-MT. Através do estudo e aprimoramento do contato entre ator e platéia, a companhia segue em busca de um teatro autêntico, onde essa interação torna-se personagem principal e uma das características moventes da companhia. Em cada trabalho a presença do ator enquanto criador do processo cênico é marcante, sempre tentando aproximar o público do trabalho e transformá-lo em agente instigador da pesquisa.


FICHA TÉCNICA

Dramaturgia e Direção Coletiva
Atuação: Benone Lopes, Emanuel Vitor, Jan Moura, Karina Figueredo e Talita Figueiredo
Pesquisa Musical e Luminotécnica: Emanuel Vitor
Figurino e Caracterização: Talita Figueiredo
Cenário: Criação Coletiva
Design Gráfico: Jan Moura
Pesquisa Histórica: Benone Lopes
Confecção de Figurinos: Maria das Dores Freitas Leite

SERVIÇO

Espetáculo: RUSGA
Data: 18 e 19 de setembro
Local: SESC Arsenal
Horário: 20h
Entrada Franca
Informações: (65) 8407-1184
E-mail: confrariadosatores@gmail.com
Twitter: @ConfraDosAtores

Mais Informações Sobre o Processo de Criação Acesse:
http://confrariadosatores.blogspot.com/p/rusga.html


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estréia - RUSGA - Experimento Cênico inspirado em Episódio da História de Cuiabá


Serviço:
RUSGA
Data: 18 e 19/09/10
Horário: 20h
Local: SESC Arsenal

Entrada Franca
Informações: (65) 8407-1184
confrariadosatores@gmail.com
@ConfraDosAtores

Rusga - Algumas Fotos do último Ensaio Aberto










Serviço:
RUSGA
Data: 18 e 19/09/10
Horário: 20h
Local: SESC Arsenal

Entrada Franca
Informações: (65) 8407-1184
confrariadosatores@gmail.com
@ConfraDosAtores